Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 31/05/2019
Em pleno século XIX ainda pouco se sabe acerca do autismo. Pesquisas têm se avançado há pouco tempo e profissionais estão agora se qualificando para diagnosticar com mais precisão e também para melhorar a qualidade de vida de indivíduos portadores do autismo. Percebe-se, também, ainda um pré-conceito da população acerca desse tema e falta de inclusão social por parte do governo.
Sabe-se que cerca de 2 milhões de brasileiros são portadores de autismo, uma síndrome sem cura que se caracteriza pela dificuldade de comunicação afetando também o comportamento do indivíduo. Porem foi em 1993 que essa síndrome ganhou destaque sendo inclusa na classificação de doenças pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Até o presente, poucas são as informações para diagnóstico, dessa forma, sendo de caráter impreciso o que dificulta e atrasa a vida social de milhares de pessoas ao longo do mundo.
Vale ressaltar que a falta de precisão nos diagnósticos e informações gera um conceito errado por parte da população por não conhecer de forma correta tal condição, ocasionando uma falta de habilidade em todas as esferas sociais em lidar com o portador de autismo. O ambiente onde mais se nota a falta de inclusão são as escolas. Ainda está em aprovação pelo senado a lei para garantir que os portadores de autismo frequentem escolas normais, o que resultará em um avanço no seu aprendizado e qualidade de vida, uma vez que em contato com crianças sem a síndrome, o autista tende a aprender com mais rapidez do que fora desse ambiente. Sendo assim, para que a inclusão social funcione, o governo deve investir mais em programas em prol do desenvolvimento e pesquisa, a fim de favorecer o diagnóstico, bem como programas sociais e de caráter informativo para que a população tenha um conhecimento abrangente acerca do autismo. Dessa forma, melhorando consideravelmente a qualidade de vida desses indivíduos e sua capacidade de adaptação.