Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 31/05/2019
“Eu não sou diferente de ninguém” é a situação, retratada pelo cantor Lulu Santos na música Condição, das pessoas com autismo, as quais devem ter seus direitos garantidos, assim como qualquer indivíduo. No entanto, por se tratar de uma doença complexa e recente como tema de pesquisas e discussões mais profundas, os desafios para a inclusão dos autistas são muitos, nos âmbito da saúde, educação e na sociedade em geral.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo o site Drazio Varella, pode ser diagnosticado em uma a cada cem crianças e envolve graus muito diferentes de sintomas; dessa forma, há a exigência de tratamento multiprofissional e específico para cada autista. Ademais, o avanço nas pesquisas e divulgação de informações sobre o assunto é recente, por isso há uma carência de profissionais capacitados a lidar com essas pessoas especiais e suas famílias, necessitadas de informação e treinamento. Em adição a isso, a maioria da população não tem conhecimento sobre o TEA, dificultando ainda mais a inclusão.
Nesse sentido, em 2012 foi criada a lei n°12.764 que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, o que apontou mais desafios. Tal lei prevê inclusão destes nas escolas regulares, isso exige um preparo de alunos, professores e pais, para que a criança com TEA não sofra preconceito, tenha atenção individualizada e consiga se relacionar. Além disso, já no mercado de trabalho, contratar um deficiente mental exige um ambiente agradável e apoio técnico e psicológico, ou seja é preciso mobilizar o empregador.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse, dessa forma as famílias dos indivíduos com TEA devem participar das conferências e conselhos de saúde, para solicitarem junto aos conselheiros, a formação de equipes multiprofissionais para atender seus filhos e orientá-las num acompanhamento contínuo. Além disso, é responsabilidade do Ministério da Saúde garantir que tais políticas de inclusão dos autistas em todos os espaços de convivência social façam parte do Sistema Único de Saúde.