Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2019

O autismo é um transtorno que prejudica a capacidade de se comunicar e interagir do ser humano, é conhecido cientificamente como Transtorno do Espectro Autista (TEA). Estima-se que cerca de 70 milhões de pessoas no mundo são portadoras dessa síndrome, segundo o CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão ligado aos Estados Unidos. Somente em 1993 o transtorno foi adicionado à Classificação Internacional de Doenças, da Organização Mundial de Saúde, e hoje em dia, ainda se sabe pouco sobre a questão, contribuindo para a exclusão social do indivíduo.

No Brasil, o autismo atinge aproximadamente 2 milhões de brasileiros, de acordo com o CDC (Center of Deseases Control and Prevention). E um dos principais desafios enfrentados pelos portadores, é a falta de diagnósticos precisos ainda quando crianças, o qual prejudica o desenvolvimento infantil. Como também, a dificuldade de comunicação do autista acaba interferindo na relação social do indivíduo. Além disso, tem-se a falta de suportes especializados para o atendimento dos autistas, principalmente nas escolas, o qual também afeta a socialização da criança. Pois como o filósofo John Dewey afirmou, “A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida”. Ademais, a desinformação constitui o principal obstáculo para a inclusão dessas pessoas.

Dessa forma, a falta de informação sobre o autismo, acarreta no preconceito e discriminação dessas pessoas, dificultando a relação social e o desenvolvimento pessoal. Essas consequências é bem abordada na série de tv “The Good Doctor”, a qual mostra as dificuldades enfrentadas por um autista adulto, entre elas o preconceito, e o personagem principal com a doença tem que provar sua capacidade para os colegas de trabalho.

Em virtude dos fatos mencionados, é necessário que seja tomada medidas para melhorar a inclusão das pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Portanto, primeiramente cabe ao Governo, incluir os cidadãos autistas no Censo Demográfico, para facilitar no planejamento de políticas públicas adequadas. Assim como, o Ministério Público possa melhorar o acesso a lugares específicos, como bancos, estacionamentos e filas em geral por exemplo, às pessoas com essa deficiência. Além disso, é importante que o Ministério da Saúde invista em campanhas conscientizadoras, capaz de informar a sociedade sobre o assunto e os devidos cuidados com os autistas. Por fim, também é papel do Governo, melhorar o suporte especializado o qual atende as pessoas com esse transtorno, principalmente nas escolas e ambientes de saúde, promovendo cursos especializantes para que os profissionais das áreas estejam aptos à trabalhar com esse tipo de síndrome.