Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/06/2019

Segundo a ONU, a nível mundial, há cerca de 70 milhões de pessoas com Transtorno de Espectro Autista — TEA —, e, estima-se que, no Brasil, existem 2 milhões com tal desordem. Analogamente a isso, observa-se que, na modernidade, uma boa parcela daqueles com autismo convive, diariamente, com a exclusão social, evidenciada por fatores, como a falta de empatia da comunidade escolar e a discriminação no mercado de trabalho, que agravam a situação. Desse modo, medidas são necessárias para incluí-los na sociedade canarinha.

Em primeiro lugar, nota-se, na maioria das escolas, uma negligência referente à atenção especial e individualizada que deveria ser trabalhada por professores. Assim, quando Clay Brites, neurologista infantil, diz que um obstáculo à inclusão de indivíduos com TEA consiste na falta de intercomunicação entres as gestões educacionais, os pais e os profissionais da saúde, essa ideia é ratificada. À vista disso, infere-se que essa falha reflete, diretamente, na assistência prestada, pois, sem adaptações, provoca, comumente, uma evasão escolar precoce.

Em segundo lugar, percebe-se uma pouca participação de autistas na configuração total da Po-pulação Economicamente Ativa — PEA —, decorrente da conduta discriminatória de Empresas, o que impede a inserção destes no mercado de trabalho. Nessa perspectiva, isso corrobora-se conforme Marina Ramos, psicóloga e especialista em autismo, revela que as Companhias possuem receio de contratar aqueles que têm déficits cognitivos, em razão do pensamento errôneo de que perderão produtividade. Nesse sentido, evidencia-se que a presença do caráter segregador é um entrave à abertura de mais espaço a quem convive com esta síndrome comportamental.

Portanto, é fato que a problemática da exclusão de pessoas com TEA necessita ser combatida. Assim sendo, a Escola, como instituição que promove a orientação social, aprimorará o preparo da equipe de docentes, por meio de um curso integrador, a fim de estimular não só o desenvolvimento dos alunos com a desordem supracitada, mas também a comunicação destes com os demais. Além disso, as Empresas ofertarão vagas, significativamente, a estes, com o intuito de adaptar-se à realidade. Dessa maneira, o problema será, ao menos, minimizado, e o cenário atual, revertido.