Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 30/05/2019

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) engloba diferentes condições marcadas por perturbações do desenvolvimento neurológico, além do isolamento social e deficiência no domínio da língua. A partir disso, a práxis limitadora do autismo, ou seja, a intolerância e o preconceito,  afetam principalmente as áreas notórias para a independência de jovens, como: o ambiente escolar e a sua atuação no mercado de trabalho.

Sob primeiro enfoque, é relevante ater-se a educação básica no Brasil, pois é de crucial importância na formação cidadã, sendo assim, torna-se intolerável a privação ou segregação de qualquer indivíduo, independente de suas limitações. Segundo a Carta Magna brasileira de 1988, na Lei nº 12.764 institui a “Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista”, a medida faz com que tenham direito a todas as políticas de inclusão do país - entre elas, as de Educação. Porém, ainda há negligência no desenvolvimento dessa Lei, visando o descaso de professores com a elaboração de provas adaptadas e o escasso preparo para melhorar a comunicação entre eles e os alunos.

Ademais, é essencial visibilizar tal déficit inclusivo no mercado de trabalho, pois o preconceito enraizado na sociedade propaga a inconfiabilidade sobre o trabalho de pessoas com autismo. Consoante as obras do filósofo Aristóteles, o processo de individualização humana, hodiernamente chamado de “bolhas sociais”, cria uma barreira entre o indivíduo e a sociedade, tornando a falta de empatia uma óbice moderna.

Portanto, é imprescindível que o Ministério da Educação atue nas escolas de nível básico e médio com atividades lúdicas, dinâmicas e adaptadas, a fim de atenuar o isolamento desses alunos, e através de palestras desmistificar ideias errôneas sobre o autismo. Destarte, é insigne que por meio da mídia engajada seja divulgada campanhas contra o preconceito nos variados meios sociais, principalmente no ramo de atividades trabalhistas, passando segurança e legitimando a responsabilidade de profissionais com o Espectro Autista.