Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 30/05/2019

A busca pela “raça ariana” idealizada por Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial instituiu o preconceito em suas diversas faces no século XX. Sendo assim, observa-se que tal panorama persiste na contemporaneidade, ao passo que indivíduos que sofrem com a síndrome do autismo continuam excluídos do meio social em decorrência do descaso estatal e, também, da apatia da população. Nesse sentido, é necessária a reversão desse cenário.

É relevante abordar, primeiramente, que o exército espartano era composto somente por homens totalmente aptos para a guerra e quaisquer características que não fossem aplicáveis no campo de batalha eram massacradas pela elite guerreira. Desse modo, ainda é possível notar o despreparo governamental para integrar os indivíduos que apresentam problemas psiquiátricos como o autismo. No texto de apoio III, a Organização das Nações Unidas afirma que existem cerca de 70 milhões de pessoas com autismo no mundo. Logo, é dever do Governo estabelecer normas direcionadas para o âmbito educacional e familiar, a fim de conquistar a inclusão da parcela da população que, devido às dificuldades com a comunicação e convívio social, são menosprezadas pela recorrente displicência estatal.

Paralelo a isso, o livro “Extraordinário” retrata o crescimento de Auggie, um garoto que possui várias deformações no rosto e, consequentemente, sofre com a desconsideração social. Apesar de ser uma obra fictícia, tal contexto encaixa-se perfeitamente na sociedade contemporânea ao evidenciar que, para lidar com o diferente no Brasil, o desprezo e a total falta de empatia continuam enraizados. Dessa forma, é imprescindível uma mudança de pensamento coletiva para que virtudes como a justiça, a caridade e, principalmente, o respeito façam parte da realidade daqueles que enfrentam a árdua jornada de viver com o transtorno de autismo e, concomitantemente a isso, é necessária a incorporação de atividades sociais de adaptação na infância, como brincadeiras e jogos de interação,

Urge, portanto, para a inclusão dos indivíduos com a síndrome do autismo, a atuação imediata do Poder Executivo juntamente com os vereadores, para a criação de um departamento especializado no Ministério da Saúde em que jovens e pesquisadores possam publicar ideias de políticas públicas ou até projetos de lei que, futuramente, poderão ser colocados em prática e, assim, ajudar na inserção do contingente populacional autista do país. Em adição, o Ministério da Educação em parceria com as escolas deve introduzir na grade curricular aulas obrigatórias de ética no Ensino Fundamental, as quais crianças poderão reconhecer a importância de agir com respeito e harmonia ao lidar com as diferenças, a fim de o que Hitler almejou em 1939 não se repita e o Brasil caminhe como nação benevolente.

em que jovens e pesquisadores possam criar e transformar suas ideias em políticas públicas ou até projetos de lei que, futuramente, poderão ser publicados e colocados em prática, a fim de conceder mais autonomia e conforto para