Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 31/05/2019

A Constituição Federal de 1988 assegura direitos sociais básicos, como saúde, educação e trabalho para todos. No entanto, atualmente, a dificuldade de inserção de pessoas com autismo no mercado de trabalho e em escolas, colocam em questão o cumprimento desses direitos. Dessa maneira, convém analisar as principais causas dessa problemática no país.

Em princípio, de acordo com o G1, o número de alunos com o distúrbio, matriculados em classes comuns, aumentou mais de 37% de 2017 para 2018, ainda assim, o acesso e permanência nas escolas é complicado. Além disso, o grau do autismo pode variar, tornando os processos de aprendizagem particulares, de tal forma que, é preciso da atenção especial e individualizada dos professores com os alunos.

Ademais, a integração em escolas é apenas o início do longo processo de inclusão, visto que, a Lei Berenice Piana, sancionada em dezembro de 2012, garante não só o acesso à educação, mas também, o ensino profissionalizante para pessoas com transtorno do espectro autista. Contudo, infelizmente o acesso ao mercado de trabalho para esses indivíduos é dificultoso. De acordo com a ONU, 80% dos adultos com o transtorno no mundo, não tem emprego.

Em suma, a inclusão e a garantia dos direitos básicos dos autistas lamentavelmente ainda é um problema no Brasil. Nesse sentido, é necessário que escolas promovam a capacitação de professores, de modo que consigam adaptar conteúdos, recursos e avaliações, como auxiliar nas interações sociais com aplicações didáticas com jogos e atividades. Espera-se, com isso, uma melhor adaptação nas escolas, além de uma educação inclusiva de qualidade, e também abrir caminho para o ensino profissionalizante, garantindo acesso futuro à ocupação profissional.