Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 30/05/2019
O autismo é um transtorno cada vez mais comum. No Brasil, tem-se o registro de que 1 a cada 160 crianças apresenta esse transtorno. O autismo afeta o sistema nervoso central e pode se manifestar em vários graus de intensidade, dentre eles, o mais leve, no qual a pessoa manifesta um alto nível de inteligencia. A inclusão dessas pessoas nos meios social, acadêmico e no mercado de trabalho são fatores que enfrentam alguns desafios, como o preconceito com os portadores desse transtorno e a falta de capacitação de profissionais específicos para lidar com os autistas em diversos ambientes.
A priori é necessário analisar os principais desafios para a inclusão de autistas no Brasil. Um desses desafios é o preconceito da população brasileira em relação aos autistas. Esse preconceito está enraizado na sociedade, que tende a julgar e desprezar tudo aquilo que é diferente do comum ou do que foi ensinado. Assim, a descriminação com os portadores desse transtorno faz com que os pais os mantenham fora dos meios sociais, como a escola e eles acabam não tendo convívio com as pessoas. Isso também implica na fase adulta, em que muitas empresas não aceitam o trabalhador pelo fato dele portar o autismo. O preconceito que está enraizado é passado por gerações e continuará assim até que ocorra uma quebra do senso comum. Tal situação é explicada pelos fatos sociais do sociólogo Émile Durkheim, que explica a existência de um conjunto de fatos que são inseridos e reproduzidos na sociedade. Logo, pode-se dizer que o preconceito se insere nesse meio.
Ademais, a falta de preparação e de capacitação de profissionais para cuidarem e auxiliarem no tratamento e na inclusão de autistas no meio social também é um fator que dificulta que eles façam parte de escolas, empresas, pesquisas e ambientes de socialização. Na escolas, por exemplo, por não ter profissionais específicos para acompanharem as crianças, faz com que muitas não frequentem a escola, e logo, não tenham acesso a a educação básica que lhes é de direito. Assim como a falta de profissionais nos serviços de saúde pública faz com que muitos autistas não consigam ter o acompanhamento adequado. Dessa forma, o governo não está garantindo o Welfare State, que alega que deve ser garantido o direito a educação, saúde, segurança e moradia de qualidade a toda a população. Então, com essas falhas, o essencial e necessário não está ocorrendo.
Portanto, medidas são necessárias para auxiliar na inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Sendo assim, cabe ao governo criar programas de inclusão de autistas, por meio das escolas e empresas e com o auxilio de profissionais capacitados e com treino específico, que vão orientar os autistas em suas atividades. Com essas medidas, os portadores desse transtorno vão se sentir inclusos.