Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 08/06/2019
A Constituição Federal de 1988 afirma que todos os cidadãos devem ter acesso igualitário à direitos sociais, como a igualdade e a inclusão social. No entanto, nos dias atuais, a realidade é contraproducente, pois, pessoas com autismo ficam à margem da sociedade, fato esse, que dificulta o desenvolvimento deste país. Dessa forma, essa problemática possui raízes amargas no Brasil, seja pela falta de solidariedade e egoísmo humano, seja pela omissão do Estado quanto ao cumprimento da Constituição.
Inicialmente, é indíscutível que a falta de solidariedade e egoísmo humano estejam entre as causas do desafio na inclusão de pessoas com autismo. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade vive a pós-modernidade, ou seja, as relações sociais são passageiras e a maior parte das pessoas não se comove com os problemas das outras e são intolerantes quanto às diferenças. Analogamente, é muito comum que os autistas não consigam se incluir nas escolas, nos trabalhos e em outras instituições sociais pelo fato de a sociedade não conseguir lidar com as diferenças pelo pensamento de que são superiores e, por isso, eles são excluídos. No entanto, é inadmissível que, em um país tão desenvolvido, a intolerância e o egoísmo persistam.
Além disso, toma-se a omissão do Estado quanto ao cumprimento da Constituição Federal como impulsionadora da problemática de inclusão dos autistas. Segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mais de 45% dos autistas não conseguem se incluir socialmente, assim, ficam isolados nas escolas, nos parques de diversão e em outras instituições. Isso porque o Estado não cumpre seu dever de fiscalizar as leis que garantem igualdade social e as escolas e pessoas que praticam intolerância ficam impunes, pois o Poder Público não investe o necessário na implementação de projetos contra a intolerância. Porém, é insustentável que o Estado não cumpra, mesmo com os altos tributos cobrados, os direitos da população
. Portanto, diante do exposto, nota-se que o problema requer medidas efetivas para ser amenizado. Assim, o Ministério da Justiça, em parceria com o Ministério da Educação, deve implementar campanhas que reúnam pais, crianças, jovens e adultos, por meio de apresentações e palestras nas escolas, praças e trabalhos com materiais e discussões sobre os perigos da exclusão social e a importância do respeito às diferenças, aumentando os subsídios que aplica nessas ações sociais e no controle do cumprimento das leis que protegem os autistas, como forma de incluí-los socialmente e coibir os atos de intolerância com a punição ou orientação necessária. Espera-se, com isso, assegurar a transformação do Brasil em uma sociedade justa e igualitária.