Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 30/05/2019

Na série americana The Good Doctor, Shaun Murphy é um brilhante residente de medicina no hospital de São José, mas apesar das limitações quanto a sociabilidade - decorrentes do autismo - consegue se inserir numa sociedade permeada de preconceitos. Fora da ficção, em terras tupiniquins, pessoas diagnosticadas com TEA - Transtorno de Espectro Autista - não conseguem tal feito. Logo é mister combater isto: O preconceito e promover a inclusão desses indivíduos.

Primeiramente, o autismo se trata de um distúrbio neurológico que afeta a linguagem verbal e não-verbal que provoca alterações no comportamento sócio-individual. Segundo o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, cerca de 2 milhões de brasileiros manisfestam em algum grau do transtorno. Fato, esse, que denota a gravidade da problemática que é fonte de manifestações de preconceito, fruto de desinformação e inabilidade em lidar com o desconhecido. Um exemplo disso,  é a constante necessidade de buscar o judiciário para conseguir vaga nas escolas, o que acentua o isolamento não só da pessoa  acometida pela doença, mas também da família que comummente passa a viver em função do cuidado parental.

Ademais, a Magna Carta - promulgada em 1988 - declara como direito social o acesso a educação e a saúde no art. 6º. Todavia, apesar da garantia legal, não apresenta efetividade prática. Isso se deve, a omissão estatal que não destina verbas suficientes as escolas e ao SUS - Sistema Único de Saúde - para atender as necessidades desses deficientes, corroborando o quadro de marginalização. Basta verificar os postos de saúde sem profissionais suficientes para dar suporte psicológico aos doentes, bem como as escolas sem propostas pedagógicas que trate todos de maneira isonômica.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para garantir o acesso de portadores de autismo a sociedade. Assim, o Congresso Nacional em conjunto com o poder executivo deve aprovar a destinação de verbas ao Ministério da Educação - MEC - viabilizando a capacitação profissionais da educação que proporcionem o pleno desenvolvimento e permanência dos autistas no ambiente escolar, por meio de atividades e palestras que destaquem a valorização do diferente com o fito de promover alteridade e empatia, no combate ao preconceito. Além disso, o Ministério da saúde deve ampliar o quadro de psicólogos, neurologistas, psiquiatras na unidades de atendimento por meio de novas contratações, afim de auxiliar as famílias no trato com os doentes, proporcionando uma melhora significativa na qualidade de vida desses núcleos familiares uma vez que a sociedade tende a hostilizar o que não se compreende.