Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/06/2019
Na obra, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, o realista Machado de Assis expõe, por meio da repulsa do personagem principal em relação à deficiência física, a maneira como a sociedade brasileira tratava os indivíduos com essa característica. Atualmente, mesmo após avanços nos direitos desses cidadãos, a situação de exclusão e preconceito permanece e se reflete nas precárias condições da educação ofertada aos autistas no país, cenário responsável pela dificuldade de inserção social desse grupo.
Primeiramente, é indubitável que as perspectivas educacionais das faculdades de licenciatura do país estejam entre as causas do problema. Instituições de graduação frequentemente ignoram a necessidade de tutores para indivíduos autistas, negligenciando contratação e atuação de profissionais decisivos para a integração e aprendizado na sala de aula. Consequentemente, compromete-se sua formação acadêmica e social visando as dificuldades de adaptação na sociedade.
Outrossim, ferramentas educacionais diversas, como por exemplo, livros didáticos, músicas interativas, aulas de ensino de artes plásticas e artes cênicas. São meios importantes para o desenvolvimentos da capacidade criativa, além de permitirem um maior contato e interação entre os estudantes diante das diversas formas de se expressarem. Sendo assim, o clima escolar é essencial na melhoria do desempenho social e na inclusão de minorias.
Portanto, currículos de licenciatura incompletos e materiais didáticos inacessíveis agravam o preocupante quadro da formação educacional e inclusão de indivíduos autistas no Brasil. A fim de efetivar seu desempenho social, cabe a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovar com urgência o Plano Nacional da Educação para que o treinamento e aperfeiçoamento dos professores seja específico buscando sempre agregar nas aulas atividades que permitam maior desenvolvimento e inclusão dos discentes.