Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 29/05/2019
A série americana ’’ The good doctor’’ relata a vida de um médico autista e suas dificuldades em ser aceito e inserido no âmbito social e profissional. Assim como na ficção, o individuo autista enfrenta ao longo da sua vida sérias questões de preconceito e limitações na inclusão por parte das políticas públicas, o que acaba agravando sua condição médica.
A princípio, na antiga Grécia -particularmente em Esparta- crianças nascidas com alguma deficiência eram condenadas à morte por serem consideradas inativas. Esse preconceito presente na antiguidade permanece até os dias atuais. Com isso, crianças com autismo crescem privadas de um convívio social, pois boa parte não frequentam uma escola, tanto por causa do preconceito das instituições, como também por falta de preparo dos profissionais das escolas para lidar com crianças autistas.
Outrossim, o autista apresenta dificuldade em se comunicar e socializar. Por isso, é de extrema importância a inclusão na sociedade desde a infância para que na vida adulta o indivíduo participe ativamente do âmbito social. No Brasil, existe cerca de 2 milhões de autistas e é fundamental ter um mercado de trabalho capaz de agregar essas pessoas a funções e empregos normais, acabando assim, com o preconceito inerente na sociedade.
Sendo assim, faz-se necessária uma intervenção, a fim de garantir os direitos humanos do autista. Sendo assim, o governo deve disponibilizar profissionais no transtorno para as escolas públicas, como professores e psicólogos, melhorando a aprendizagem do autista. Como também, junto com os empresários, inserir o autista no mercado de trabalho e garantir especialistas para co-auxiliarem nos serviços. Ademais, as famílias, juntamente com as escolas, devem incentivar a criança autista a socializar e participar de atividades escolares e extraescolares . Tornando, gradativamente, o êxito do autista na sociedade.