Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2019

O Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou Autismo, pode ser definido como uma síndrome comportamental que se apresenta com sintomas como: dificuldade de interação, déficit de atenção e inadequações comportamentais.

Em uma sociedade ainda pouco informada sobre a doença, os portadores  sofrem com preconceitos e visões estereotipadas que dificultam a inclusão nos setores do sistema social. No ano de 2018, baseado no Censo Escolar realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Aluísio Teixeira (INEP), cresceu em 37% o número de alunos autistas matriculados em escolas comuns.

Contudo, não basta apenas manter esses alunos em sala de aula. Inclusão envolve uma série de fatores como: formação e qualificação de professores, adaptações de atividades e avaliações específicas que possam considerar as características de cada um. No Brasil, vigora desde dezembro de 2012, a lei nº 12.764, também conhecida como Lei Berenice Piana (em homenagem à sua coautora), que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Em meio a tamanha carência de informações, o estado deve promover  campanhas educativas através dos meios de comunicação mais acessíveis para que a população tenha maior conhecimento sobre a doença, quebrando assim, preconceitos e o estereótipo de que pessoas com necessidades especiais, como é o caso do Autismo, não podem ser inseridas em âmbito social. O Ministério da Educação (MEC) deve criar campanhas para a qualificação dos profissionais da rede de ensino, a fim de prepara-los, e assim, dar ao autista uma educação de qualidade, de acordo com suas necessidades e limitações, pois segundo Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.