Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 28/05/2019
Herdeiros da pluralidade
Na série norte-americana “Atypical” é retratado a vida de sam, um jovem autista que cotidianamente tem que lidar com situações aparentemente banais para os seus colegas, mas complexas aos seus olhos, tais como: interpretar tons de fala e manter um diálogo multifacetado. Diante desse panorama, o adolescente acabava sendo excluído por alunos do colégio que frequentava, causando sua marginalização e reclusão. Não dissonante da ficção, a atual conjuntura é composta por indivíduos alheios e intolerantes, que não se sensibilizam com a necessidade do outro, resultando numa população ignorante que excluem pessoas com excentricidades e terminam por solapar a existência da vida civilizada.
Segundo o escritor tcheco Franz Kafka, “ a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”; o sentimento de empatia e inclusão é o que falta na realidade dos indivíduos com autismo. Diariamente, essas pessoas são alvos de intimidações e de ações que prejudicam seus emocionais, fruto da ausência de conhecimento por grande parte da população que tratam pessoas diferenciadas de forma pejorativa, classificando-as como “ doidas e/ou esquisitas”. Dessa forma, é notório o despreparo da sociedade que isolam alguém que possui o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e em alguns casos catalisam a regressão social do indivíduo que são demostrados na ausência do diálogo, surtos recorrentes, entre outros, conforme foi publicado em 2016 pela revista norte-americana “Newsweek”.
Ademais, a indiferença se vê presente nas próprias ações governamentais, que não fornecem preparação adequada do corpo docente para melhor inclusão desses indivíduos em instituições públicas, catalisando a evasão escolar. Entretanto, a lei 12.764 reconhece que os portadores de autismo têm os mesmos direitos que todas os outros pacientes com necessidades especiais no Brasil. Entre outros aspectos, a legislação garante que os autistas podem frequentar escolas regulares e, se necessário, solicitar acompanhamento nesses locais, mesmo que tais iniciativas destoem na prática.