Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/05/2019

É preciso, inicialmente, observar que, no ano de 2012, foi aprovada a lei que garante a proteção dos direitos de autistas no Brasil. Entretanto, mesmo com esta em vigor, a inclusão social dos mesmos ainda é um desafio muito presente na sociedade, seja na educação ou no mercado de trabalho. Nesse contexto, deve-se analisar como a estereotipação da sociedade civil e o individualismo intensificam tal cenário.

A estereotipação, que, consequentemente, gera estigmas sociais, é a principal responsável pela dificuldade da inclusão social de autistas no Brasil. Isso ocorre porque, de acordo com as análises do antropólogo Ervin Goffman, o estigma é criado com a incongruência do estereótipo gerado pela sociedade com os atributos de um indivíduo, e deve ser combatido e evitado. Tal estereótipo está diretamente ligado ao desconhecimento do transtorno devido a falta de informação a respeito do mesmo, que faz com que o afetado seja visto como inválido, o que faz com que a problemática se torne cada vez mais difícil de ser combatida.

Ademais, nota-se que o individualismo presente na sociedade também é responsável por essa problemática. Tal coisa ocorre pois, de acordo com o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, o motor fundamental do ser humano é o egoísmo. Por consequência desse egocentrismo exacerbado, as pessoas não se importam com o próximo e acabam negligenciando atos que são necessários para pessoas com autismo, como, por exemplo, atendimento preferencial em estabelecimentos.

Torna-se evidente que medidas intervencionistas são necessárias para que tal problemática seja resolvida. Portanto, o Ministério da Saúde, em parceria com os veículos de comunicação, deverá propagar à população o esclarecimento sobre o autismo, a fim de que os estigmas sociais a respeito do transtorno sejam combatidos, o que pode trazer uma maior inclusão social aos que sofrem desse distúrbio.