Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/05/2019

O seriado norte-americano," The Big Bang Teory", mostra a realidade do personagem Sheldon, um físico que demonstra padrões repetitivos de comportamento bem como, possui dificuldade de comunicação e interação social. Nesse contexto, evidencia - se o TEA - Transtorno do Espectro Autista-,  caracterizado por uma alteração na formação do cérebro. Além disso, no Brasil, as dificuldades de inclusão de pessoas autistas em ambientes sociais são motivadas pela falta de informação verídica sobre o assunto assim como, negligência na inserção escolar.

Em primeiro lugar, biologicamente, o cérebro autista tem dificuldades de comunicação entre o hemisfério direito e esquerdo, o que gera menor desenvolvimento da amígdala responsável pelas emoções e o cerebelo que coordena os movimentos e equilíbrio. Porém, as informações repassadas, sem prescrição médica ou comprovadas cientificamente, geram boatos esperançosos aos pais de crianças autistas que acabam por apelar aos preceitos aludidos. Por outro lado, uma reportagem do programa televisivo, “Fantástico”, exibiu que pais estavam comprando uma fórmula química que prometia a cura da patologia, no entanto, não passava de água sanitária. Dessa forma, demonstra-se o quanto o interesse capitalista atua em cima da vulnerabilidade desprovida de informe.

Ademais, existe uma lei que possibilita que autistas frequentem escola regular e também, tenham o direito de manter consigo um acompanhamento profissional, se necessário. Desse modo, para o patrono da educação, Paulo Freire, a inclusão acontece quando não se aprende pelas igualdades, e sim pelas diferenças, o que faz uma alusão à maneira sobre como as escolas são inconsistentes quando se trata de educação especial. Assim, a comparação entre autismo e dificuldades intelectuais continua presente, mesmo que exista diferentes graus de autismo, e ainda que, os processos de aprendizagem diante dessa situação tendem ser mais visuais do que verbais, o que não existe é profissionais altamente qualificados e disponibilizados pela maioria das escolas, dificultando cada vez mais o impasse.

Portanto, diante dos argumentos supracitados, urge-se que o Estado encontre medidas para mitigar esse quadro. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o MEC - Ministério da Educação e Cultura-, promover por meio de cursos on-line, uma capacitação informacional de direitos e diagnósticos, para profissionais das áreas da educação e saúde, com efeito de, conseguir informar e acolher uma abrangente quantidade de pessoas, visando a obrigatoriedade de expor os conhecimentos atribuídos em suas atividades. Assim, há uma garantia de dignidade e esperança de uma melhor qualidade de vida para milhares de pessoas como o Sheldon.