Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/05/2019

A humanidade foi capaz de absorver, ao longo da história, conhecimento acerca de muitas áreas da saúde, porém, ainda no século 21, temos questões a serem respondidas. No Brasil, notamos uma delicada situação quando se trata de pessoas autistas pois, vitimadas pela baixa informação das comunidades, essa parcela social acaba por ser escanteada no dia a dia nacional.

Antes de se idealizar preconceito por parte da sociedade comum, é necessário frisar que, o autismo ainda é uma incógnita para a medicina. Trata-se de um tema que começou a gerar respostas tardiamente, apenas no final do século XX. A consequência desse atraso científico é justamente o desconhecimento generalizado de como lidar com essa doença socialmente.

O problema agrava-se, paralelamente, quando as instituições de ensino não possuem capacidade de acolher crianças autistas. Uma vez que o autismo é muito comum em crianças, e que a escola é o primeiro contato social, além da família, é notório que a má conciliação desses dois fatores acaba por iniciar o problema que se estende para a sociedade.

Garantir, portanto, o respeito e a consequente inclusão social para cidadãos autistas, é dever de todos. Podendo iniciar-se por meio de Organizações não governamentais em parcerias com prefeituras. Desenvolver projetos e interações sobre esse tema em escolas de ensino básico e espaços públicos tornar-se meta municipal. Para além disso, é de suma importância, também, propagar informações nas redes sociais, com público alvo mais concentrado: crianças e adolescentes entre 10 e 18 anos. Dessa maneira, a semente para uma sociedade mais tolerante e inclusiva será plantada nas crianças das futuras gerações.