Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/06/2019
É notório que o Brasil está muito longe de ser considerada uma nação que plenamente inclui pessoas com a Transtorno do Espectro Autista - TEA. dentre muitos fatores que corroboram com essa dificuldade, dois se destacam: falta de informações sobre o autismo e defasagem nas políticas públicas de inclusão.
Ao contrario da Síndrome de Down, por exemplo, o autismo não traz alteração física no corpo do portador, e por se manifestar em vários graus de severidade, o portador em fase infantil, em alguns casos, é tratado como se fosse uma criança mais introspectiva. O problema maior disso é que o paciente não é levado para os profissionais necessários para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.
Por outro lado, mesmo que se descubra o transtorno precocemente, o quê fazer? É certo que esse futuramente esse indivíduo terá que interagir, conviver, usar bens e serviços iguais a todos. Porém conforme matéria publicada no Jornal O Globo, em novembro de 2017, metade das crianças autistas não iam a escola, pois mesmo sendo obrigadas a receber esses alunos, não tinha condições para tal, como profissionais e instalações.
Logo, uma maneira eficiente para melhorar a qualidade de vida da população que sofre do TEA seria o investimento no ensino fundamental, que além de ser obrigatório é a porta de entrada da criança na escola. Nessa fase, os municípios munidos de profissionais capacitados poderão orientar os pais de forma a saber se seus filhos tem indicação ou não para a doença, sendo assim encaminhados aos médicos que darão o diagnóstico, e caso confirmado, esses alunos retornariam para aqueles profissionais que saberão lidar com a patologia garantindo melhor interação com a sociedade.