Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 27/05/2019
Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas: demonstra as dificuldades da inclusão social das pessoas com deficiência, na qual a personagem Eugênia é rejeitada pelo protagonista por ser “coxa”. Nesse contexto, observa-se ainda hoje grandes impasses na inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Desse modo, evidencia-se o preconceito ainda persistente na sociedade e a dificuldade das famílias de lidar com o diagnóstico e com os sintomas do autismo.
Nesse sentido, desde as civilizações medievais até os povos indígenas mais recentes, existia uma cultura de exclusão e abandono de crianças que possuíam algum tipo de deficiência. Elas eram entendidas como um mau sinal, vindo de um castigo dos deuses ou de forças superiores. Com isso, observa-se como a desinformação e mitos alimentam o preconceito, muitas pessoas ainda acreditam que o autismo representa uma espécie de condenação sem volta e que o diagnóstico significa uma vida sem oportunidades.
Ademais, é fundamental que as famílias colaborem no dia a dia do autista, pois a família que ele está inserido muitas vezes não sabe como agir em relação ao diagnóstico e aos sintomas, resultando no isolamento social do filho, é determinante que os pais compreendam as potencialidades dos seus filhos, pois a primeira inclusão deve ocorrer na família, considerando esta ser a primeira instituição com vínculos e contato direto da criança autista. Segundo Durkhein, é função da família e da escola introduzir o indivíduo na sociedade.
Logo, medidas são necessárias para mudar esse panorama. É mister, que o MEC junto ao Ministério da Saúde deve realizar palestras e campanhas midiáticas, ministradas por profissionais especializados, afim de conscientizar alunos, pais e toda a sociedade, rompendo com estereótipos e preconceitos. Pois como disse Nelson Mandela ‘A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo’.