Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/06/2019
Na série “Atypical” mostra a vida de um jovem com autismo e como esse transtorno é visto pela sociedade, ele sofre preconceito no colégio por poucas pessoas terem conhecimento do Transtorno Espectro Autista (TEA). Apesar de uma trama fictícia, a obra reflete bem o povo brasileiro que tem dificuldade de entender o assunto, e acaba praticando o preconceito. Revelando,assim,um problema que vai além das telas de televisão.
Em primeira análise,segundo estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas) o Brasil tem aproximadamente 2 milhões de pessoas com TEA. Porém, a população não tem conhecimento sobre a problemática que é pouco comentada atualmente, e acabam criando estereótipos de seres humanos “normais”. Com isso, seres que sofrem o transtorno estão suscetível ao prejulgamento por serem considerados estranhos.
Por conseguinte, a intolerância é tamanha que seres com TEA costumam sofrer com a exclusão progressiva que os afastam ainda mais do convívio social. O prejuízo vem de todos os lados na escola, nas festas e até mesmo dentro da família há. A sociedade necessita de uma reeducação sobre o transtorno para entender que quem sofre o mal é uma pessoa comum.Enfim,segundo a escritora Hellen Keller, o resultado mais sublime da educação é a tolerância.
Infere-se, portanto, que o governo federal, atado ao Ministério da Educação (MEC), deve destinar mais verbas para a realização de campanhas de conscientização sobre o TEA, bem como comerciais televisivos e horário de grande público. Para mais, os mesmos órgãos devem promover eventos, abertos ao público, conscientizando as pessoas sobre o preconceito que é crime, e visando a prevenção de futuros casos de bullying. Dessa forma, com a ajuda da população e ações governamentais, será possível a inclusão de autistas, revertendo o quadro da série Atypical.