Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/05/2019

Na Grécia Antiga, o filósofo Sócrates, através do uso da maiêutica, apontou a importância da reflexão de assuntos pertinentes a vida humana para solucionar problemas sociais. Semelhante ao apontamento feito, a problemática sobre “Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil” deve ser debatida e refletida com o fim de mostra que, tal pauta ainda gera desconhecimentos que retardam a queda de tais desafios e os tornam imensos aos olhos dos afetados.

O Autismo é uma síndrome cognitiva que afeta milhões de brasileiros, tornando-os suscetíveis a muitas dificuldades ao londo da vida. Tendo como base a faixa etária, as crianças autistas são as que mais sofrem quanto a sua inclusão no ensino regular e no recebimento de apoio e tratamento adequado durante seu desenvolvimento. Parte disso, diz respeito ao despreparo que a Educação sofre para incluir tais crianças no ensino e não obstante, à falta de investimento em pesquisas para o diagnóstico e tratamento adequado de populações mais carentes. Entretanto, também é fácil observar o quanto os adultos autistas são esquecidos e em como muitos não são inclusos devidamente no mercado de trabalho.

A filósofa Hannah Arendt , em seus estudos dissertou que uma sociedade pode também praticar o mal quando não possui o conhecimento necessário sobre um assunto, apoiando ou praticando, por exemplo, o preconceito. Pessoas com um grau elevado do espectro costumam ter pouca interação social e até mesmo, déficits cognitivos, características que não são muito aceitas pela a sociedade em geral e que acabam sendo alardes para que o mal do preconceito exista. A lei Berenice Piana, que reconhece o autismo como doença, lhe concede os direitos necessários como tal, porém é visível que as políticas públicas sobre o assunto ainda são inertes e escassas.

Sendo assim, para que a reflexão sobre o autismo possa trazer soluções efetivas, o Governo Federal deve investir em pesquisas de, por exemplo, universidades públicas, para que, junto com o Sistema Único de Saúde - SUS -, possa ofertar diagnóstico mais preciso e tratamento adequado para toda a população, assim como também deve contar com o apoio dos Ministérios da Educação e do Trabalho, para replanejar a temática da inclusão de pessoas com Autismo no âmbito social, tendo a participação de ONG’s e associações especializadas para contar como consultoria para o melhoramento dos projetos já vigentes. É necessário, também, levar o conhecimento sobre a síndrome para a sociedade em geral, como nas escolas, empresas e mídias socais, através de campanhas e palestras sobre os aspectos gerais e conscientizar para que o preconceito tenha fim. Assim, será possível enxergar a queda desse obstáculo que é a dificuldade de inclusão de pessoas com autismo no Brasil.