Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 01/06/2019

Na conjuntura contemporânea, muito se tem discutido sobre a questão da inclusão social, especialmente de pessoas com autismo, que por sua vez é um transtorno que causa problemas na interação, no desenvolvimento da linguagem, no comportamento social e comunicativo do indivíduo. É notório que diversas pessoas com tal patologia, sofrem preconceitos e são excluídas socialmente, pela falta de informação sobre a doença ou despreparo de profissionais para maior auxílio na educação e socialização de autistas.

Em primeiro plano, verifica-se que a carência de conhecimento por parte da sociedade em relação ao autismo, acaba gerando preconceitos e discriminações, quando pessoas que nascem com o Transtorno do Espectro Autista são classificadas como mal-educadas, rebeldes e desrespeitosas. Outro fator prejudicial é a desqualificação de profissionais, que não oferecem a atenção básica na saúde e educação para maior apoio dos deficientes. Sob esse viés, pode-se citar a Constituição Federal de 1988, dispondo em seu artigo 5° que todos são iguais perante a lei e têm direito à igualdade, sem distinção de qualquer natureza, salientando assim, a imposição de incluir os autistas na sociedade e nas políticas públicas.

Concomitante a isso, quando o filósofo George Santayana afirma que aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo, pode-se relembrar da Roma Antiga, quando as leis não eram favoráveis às pessoas que nasciam com deficiências, permitindo a exclusão e até mesmo a morte delas. Destarte, mesmo sendo vagarosa, é possível observar a evolução na inserção dos deficientes, principalmente os autistas, conforme dados divulgados pelo site G1, no ano de 2019, o número de alunos com autismo matriculados em classes comuns aumentou 37,27% em um ano, ressaltando a questão da maior inclusão dos mesmos na educação.

Diante dessa problemática, fica claro que pessoas com autismo sofrem preconceitos e são excluídas da sociedade. Desse modo, o Ministério da Educação junto ao Ministério da Saúde devem promover palestras e campanhas sobre o Transtorno do Espectro Autista, para maior compreensão da população sobre a patologia e a diminuição de preconceitos, também devem realizar cursos de qualificação para que educadores e gestores de políticas públicas garantam conhecimentos e formações necessárias para o tratamento, a educação e a socialização de indivíduos autistas.