Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 26/05/2019
Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando de percurso. Os desafios da inclusão de pessoas com autismo é um problema que persiste na sociedade brasileira há algum tempo. Com isso, ao invés de funcionar como uma força suficiente capaz de mudar o percurso desse problema, da permanência para extinção. A combinação de restrições familiares e sociais acabam contribuindo com a situação atual.
Em primeira análise, cabe pontuar que a família contribui bastante no desenvolvimento cognitivo e afetivo de uma pessoa com autismo. Porém, essa ajuda em grande quantidade pode retardar todo esse processo. Como na série televisiva Atypical, onde o drama mostra as dificuldades que um rapaz de 18 anos, portador do espectro autista enfrenta ao realizar atividades do cotidiano, como ir à escola, sendo potencializadas pela mãe “superprotetora” que desacredita de uma possível independência. Dessa maneira, observa-se que as restrições em excesso acabam contribuindo com a situação atual da persistência dos desafios da inclusão de autistas no nosso pais.
Ademais, o meio social, com conhecimentos limitados sobre o assunto, desacreditam da capacidade que uma pessoa portadora do autismo possui em conseguir conviver em sociedade. Dessa forma, acabam não dando chances para que eles insiram-se no mercado de trabalho ou até mesmo de socializar com diferentes públicos, tirando de vez as oportunidades de uma inclusão social dos mesmos. Diante disso, torna-se inevitável a mudança de trajeto da temática da insistência para extinção.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para a mudança de percurso dessa problemática. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge ao Ministério da Cidadania (MDC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem o funcionamento do autismo, para desmitificar a ideia de que pessoas com autismo são incapazes de conviver em âmbito social e que não podem ser independentes, sugerindo ao interlocutor a quebra desses tabus. Somente assim, será possível combater essas restrições que dificultam a inclusão de pessoas com autismo e os problemas funcionaram como a força descrita por Newton e modificaram o percurso da temática da persistência para extinção.