Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 26/05/2019
A Constituição Federal de 1988 assegura, dentre outros, o direito à saúde, à dignidade e à inclusão social. Entretanto, a realidade ainda se distancia do texto contido na carta magna, pois indivíduos que possuem o transtorno espectro autista sofrem dificuldades para gozarem seus direitos sociais.
A saúde é fator primordial no desenvolvimento de uma nação. Contudo, o Brasil enfrenta grande crise nessa esfera, possuindo um sistema único de saúde-SUS deficiente. Tal impasse, culmina com grande dificuldade de inclusão social dos autistas, que carecem de tratamento e acompanhamento especial. Segundo a Organização Mundial da Saúde-OMS, no mundo, cerca de 70 milhões de cidadãos são acometidos com esse transtorno e no Brasil 2 milhões.
Faz-se mister, ainda, salientar que o desconhecimento da questão impulsiona ainda mais a dificuldade de inserção desses indivíduos. De acordo com Zygmunt bauman, filósofo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas públicas e econômicas é a característica da “modernidade líquida”, vivida no século XXI. Diante de tal contexto, o dia 02 de abril foi instituído pela Organização das Nações Unidas-ONU como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo.
Extrai-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas de saúde pública para tratar e diagnosticar a síndrome. Dessa maneira, é evidente a necessidade de criação de mecanismos, por parte do governo federal através do ministério da saúde, para incrementar investimentos e criar campanhas de convocação e conscientização da sociedade sobre essa patologia, evitando a discriminação das pessoas com o transtorno, incluindo-os na vida social e proporcionando o direito à dignidade e cidadania.