Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 26/05/2019
Autismo é um transtorno neurológico caracterizado, principalmente, pelo comprometimento da interação social e da capacidade de comunicação. Nos dias atuais, torna-se imprescindível uma análise em relação a tal distúrbio no Brasil, haja vista a dificuldade de diagnosticá-lo na infância, bem como a ineficiência de políticas inclusivas de indivíduos acarretados pelo transtorno do espectro autista na sociedade, principalmente nas instituições de ensino, lugar primordial de desenvolvimento da inclusão social.
Em primeira instância, o atraso ao identificar o distúrbio contribui, significativamente, para um atraso do início do processo de acessibilidade, o que acarreta em indivíduos portadores do transtorno cada vez mais excluídos socialmente. Além disso, a falta de conscientização da população acerca da doença aumenta, consideravelmente, o preconceito existente com a parcela dotada de autismo na sociedade. Consequentemente, tal fato ocasiona uma menor participação no exercício da cidadania, a qual vai de encontro com a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Assim, o movimento de integração depende diretamente da sociedade no geral, a qual deve ter compreensão da importância da inclusão de cidadãos com necessidades especiais.
Ademais, o processo de acessibilidade social de crianças e adultos portadores de autismo tem início na infância, mais precisamente no âmbito escolar. Dessa forma, como foi dito pelo psicólogo Lev Vygotsky, o ensino deve ser visto como um processo social: um bom ensino é aquele que estimula a compreensão e habilidade que a criança não domina por completo. Porém, para indivíduos com autismo, tal processo deve ser mediado por profissionais especializados, os quais possam acompanhar os deficientes autistas no mesmo. Além disso, ao completar a maioridade, grande parcela de adultos autistas não sentem-se incluídos no mercado de trabalho e nem mesmo na vida em sociedade, os quais são, muitas vezes, impossibilitados de viverem uma vida semelhante a de quaisquer outra pessoa.
É necessária, portanto, uma análise plausível em torno do autismo no Brasil e a consequente inclusão dos indivíduos portadores no meio social. Para atenuar a problemática dita, o governo estadual juntamente com as Secretarias de Educação deve estimular políticas de integração social para cidadãos autistas, através de profissionais acompanhantes no cotidiano escolar e, futuramente, no mercado de trabalho, além de mecanismos de conscientização da sociedade a respeito desse transtorno, para que indivíduos com distúrbio autista possam desfrutar dignamente da cidadania no país.