Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/06/2019

Desde 1993 quando o autismo foi inserido na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde, esse tema tem sido muito debatido, são inúmeros os desafios dessa síndrome tais já se identificam em sua nomenclatura: ‘Espectro Autista’, em outras palavras uma grande variação de graus dessa deficiência, de modo que deve-se ter minuciosos amparos para essas pessoas. Logo é fundamental superar vários desafios presentes na sociedade brasileira principalmente na educação, muitas medidas já foram tomadas em pró do autismo, porém grande parcela desse grupo não usufrui de direitos e benefícios já assegurado pelo Governo Federal e a desinformação ainda gera equívocos sobre o tema.

Segundo dados divulgados pelo Censo Escolar do Inep; aumentou no período de um ano 37% o número de alunos matriculados em escolar regulares, isso é reflexo do direito expresso no art 3 da Lei 12.764: “é assegurado o acesso a educação…” e da conscientização da população, contudo, não é apenas garantir a entrada dessas crianças no ambiente escolar, é necessário fornece uma estruturação que possibilite suprir as necessidades desse grupo, por eles apresentarem características como: irritabilidade,dificuldade de socialização, agressividade, entre outros; exige o acompanhamento de um profissional especializado junto do ensino regular, mas ainda se encontra desafios para isso,  segundo a psicopedagoga Valderlene do Centro Educacional Infantil expressa: “Colocar isso em prática ainda é difícil […] lembrar que esse aluno precisa de uma metodologia diferenciada …”

O desconhecimento é outro fator que prejudica o desenvolvimento desses deficientes, como o ocorrido da falsa notícia de um remédio que ajudaria está síndrome, isso gerou inúmeros malefícios para os portadores como: febre, inchaço abdominal, inflamações; ele era conhecido como MMS tratava-se de um composto corrosivo de dióxido de cloro, tal fato demonstra necessidade de se investir na fiscalização e propagação dos reais tipos de tratamentos benéficos para esta patologia.

Em vista disso, é importante continuar o processo de elaboração para inclusão das pessoas com o espectro autista de modo que haja o investimento pela Secretária de Educação em conjunto com  a Secretaria de Saúde nas instituições de ensino que capacite os profissionais para lidar com esses cidadãos, pode-se realizar isso com a inserção de matérias em determinados cursos de graduação por exemplo no de pediatria, com isso tais profissionais estarão melhor habilitados para mais precocemente identificar a deficiência e possibilitar um tratamento com mais eficiência. E deve-se continuar o processo de conscientização da sociedade para quebrar com os preconceitos,assim todos podem contribuir para a inclusão das pessoas autistas.