Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 26/05/2019

A união da cultura e do autismo

A banda brasileira “TIMEOUT”, é formada por sete jovens autistas da capital do país e através de suas músicas que retratam o empoderamento de pessoas com a mesma deficiência neurológica, buscam socializar-se com a comunidade local e fazer com que o público entenda mais sobre a condição psíquica. Em comunhão a isso, deve-se citar a escassa inclusão social dos portadores da síndrome no Brasil, muitas vezes devido ao desconhecimento sobre suas causas e pelo preconceito social.

Enéas Carneiro, ex-candidato à presidência do Brasil, uma vez disse “só o conhecimento liberta o homem. Só através do conhecimento o homem é livre, e em sendo livre, ele pode aspirar uma condição melhor de vida para ele e todos os seus semelhantes”. Por conta de ser uma síndrome descoberta em 1943, muito recente em comparação as outras, é fato que pouco se sabe sobre o autismo. Segundo matéria da BBC Brasil, existem inúmeras teorias sobre as causas que levam o feto a desenvolver o autismo, entretanto só no campus de ciências biológicas e ciências da saúde da USP, há duas teorias, uma que defende a ideia do autismo ser causado por fatores genéticos, e outra que defende fatores ambientais como principal agente.

É previsto por lei que o portador do espectro autista tenha seus direitos à salvo, mas recentemente com o caso divulgado pelo portal G1, vimos o contrário. Um garoto de 10 anos foi agredido por uma terapeuta e pela mãe da própria, pelo simples fato do comportamento característico da síndrome em seu consultório, este sendo caracterizado por não conseguir se dirigir com facilidade às pessoas. Infelizmente, divulgado pela mesma matéria, os portadores da condição são frequentemente atacados com opiniões e tratamentos de mal gosto, devido as manifestações da doença.

O Ministério da saúde agregado ao Ministério da justiça e em parte com o Governo federal, juntos deveriam criar campanhas de conscientização sobre o autismo, através de palestras, folhetos, rodas de conversas com os portadores da síndrome em escolas, postos de saúdes e locais de acesso público. Além de promover eventos culturais, que promovessem a interação destas pessoas com a sociedade em geral, assim como a banda “TIMEOUT” têm feito em seus shows.