Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 27/05/2019
De acordo com Thomas Hobbes, o senso de justiça e injustiça não fazem parte das faculdades do corpo e espírito, partindo do pressuposto, como é a vida daqueles que já nascem sem os requisitos biológicos para obter autonomia? Essa falta de habilidades é a realidade de cerca de 2 milhões de autistas brasileiros. O engajamento desses indivíduos, torna-se um problema ao se depararem com os desafios impostos pelo transtorno e o despreparo da sociedade para lidar com a problemática.
A priori, ao analisar o cotidiano de um autista é inegável que seu comportamento destoa dos demais. O portador da síndrome tem dificuldades para se comunicar, o que acaba restringindo sua interação social. Seus impulsos nervosos são obstáculos para a formação escolar, o que prejudica sua entrada no mercado de trabalho.
Por outro lado, existem os problemas externos, a falta de conscientização da sociedade, pode resultar em preconceito. O despreparo da família dificulta o diagnóstico, já que os campos públicos de pesquisa não tem grande apoio do governo. A lei formulada em 1990, apresentando os direitos das pessoas com a síndrome, não vem sendo bem exercida pelos cidadãos e Estado, já que os mecanismos de engajamento são escassos.
Dado o exposto, entende-se que, os desafios da inclusão do autista no Brasil, devem ser atenuados pelas autoridades da saúde pública, por meio de tratamentos que estimulem o portador do transtorno a se socializar, visando escolaridade e habilidades para ofícios. Campanhas e debates por parte das comunidades, são importantes para evitar descriminalizações. A cidadania também é direito daqueles que por necessidade dirigem sua tutela a um terceiro.