Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 26/05/2019
Segundo o filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos devem ser respeitados e tratados de forma igual. No entanto, no Brasil, embora tenha havido avanço dos direitos humanos, pessoas com autismo ainda são vítimas da exclusão social, tanto no ambiente civil, quanto no ambiente educacional. Diante disso, é de extrema importância analisar as causas e possíveis soluções dessa problemática.
Primeiramente, cabe pontuar que pouco se discute acerca de políticas inclusivas para autistas na nação brasileira. Apesar da existência de uma lei, sancionada em 2012, que assegura direitos a esse grupo, pesquisas e mecanismos de socialização são escassos no país, visto que não há incentivo científico para viabilizar o diagnóstico e o tratamento, nem informação sobre tal patologia. Em consequência disso, a sociedade autista é excluída da convivência social, o que corrobora para ações preconceituosas acerca da doença.
Ademais, de acordo com o pensamento aristotélico, a vida em sociedade é essencial para a realização pessoal do ser humano. Entretanto, a ausência de professores capacitados para instruírem pessoas com transtornos neuropsiquiátricos, inviabiliza que autistas desenvolvam habilidades de convivência. Faz-se necessário, deste modo, alterar essa conjuntura que vai no sentido contrário aos preceitos de igualdade humana.
Portanto, para garantir uma melhor qualidade de vida à população com tal característica neurológica, o Ministério da Saúde, em parceria com o da Educação, deve, por meio de verbas governamentais, investir na estruturação de escolas, grupos de apoio e na contratação de psicopedagogos para a instruirem professores a lidarem com alunos autistas, fomentando a integração social deles. Além disso, é dever da União investir em pesquisas e métodos que facilitem o diagnóstico e o tratamento. Assim, será possível desintegrar o cenário de exclusão atual.