Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 25/05/2019

Na Escandinávia Medieval, conforme retratado na série “Vinkings”, o filho do herói Ragnar, chamado Ivar, quase foi assassinado por seu próprio pai por ter a mobilidade dos membros inferiores reduzida. Hodiernamente, apesar dos avanços culturais a inclusão de portadores de necessidades especiais (PNE) ainda encontra muitas barreiras, o que não é diferente para os portadores de Transtorno do Espectro Altista, os quais enfrentam desde o desconhecimento sobre o assunto em âmbito familiar, como a falta de profissionais especializados em escolas e órgãos públicos.

O Transtorno do Espectro Altista é uma doença considerada nova pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados recentes da revista Época revelaram que mais de 2 milhões de brasileiros sofrem com referido transtorno, sobretudo crianças.

Não obstante o grande número de portadores da enfermidade, ainda há muito para ser feito em relação a inclusão de pessoas altistas, pois segundo reportagem veicula na revista Veja do último domingo, escolas, em todos os níveis, não possuem estrutura física adequada para recepcionar altistas, bem como os profissionais de ensino não possuem a formação adequada para atender esse tipo de necessidade especial.

Outrossim, a falta de informação das famílias agrava o problema da inclusão, eis que os pais tendem a transferir a responsabilidade do cuidar de crianças altistas às escolas ao invés de procurarem mais informações acerca da enfermidade.

Portanto, a inclusão de altistas, seja em qualquer faixa etária, é uma dura realidade a ser enfrentada no brasil. Porém, o Estado por meio de politicas públicas de inclusão, através de mecanismos como propaganda institucional, palestras e cursos on line, poderá minimizar essa o impacto que atualmente sobrevém aos portadores do transtorno do espectro altista e assim afastará a ficção, mostrada na série indigitada, da realidade vivenciada atualmente.