Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 26/05/2019
A Idade Média foi marcada pelo pensamento primitivo da população que encarava o nascimento de pessoas diferentes como castigo divino,na qual era comum a prática de extermínio e exclusão desses indivíduos.Entretanto,séculos depois,no Brasil,essa triste realidade de exclusão de pessoas autistas permanece enraizada na sociedade brasileira.Logo,são necessárias medidas educacionais e governamentais para mitigar o problema.
Em primeiro lugar,a falta de informação seja uma das causas do conflito.Segundo o sociólogo Durkheim,é na infância que os indivíduos passam pelo processo de socialização adquirindo os valores morais e éticos da sociedade que estão inseridos.Nesse sentido,muitas escolas não possui atividades que discuti sobre a síndrome do autismo que é considerado,muitas vezes como doença e,consequentemente,esses possuidores de autismo são excluídos.Dessa forma,são construídos indivíduos intolerantes e egocêntricos.
Outrossim,destaca-se o preconceito enraizado como intensificador da questão.Em sua teoria sobre o ‘‘Habitus’’,o sociólogo Pierre Bourridieu defende que toda sociedade incorpora os padrões sociais e os reproduz ao longo das gerações.Sob esse viés,cidadãos autistas,muitas vezes são rejeitados pelo pensamento descriminatório existente que acredita que os possuidores dessa síndrome são incapazes e limitados e,dessa forma,essa ação dificulta qualidade de vida da população autista.Assim,fica evidente a urgência de ações estatais para desconstruir esse ‘‘Habitus’’.
Portanto,medidas são necessárias para resolver o impasse.Para isso,cabe à escola promover debates e palestras,com professores e psicólogos com a finalidade de aumentar a inclusão de pessoas autistas e formar valores.Ademais,é dever do Poder Público proibir atitudes descriminatórias contra autistas,por meio de leis que reparem os danos morais causados pelo preconceito.Assim,a vida da população autista será melhorada e o problema mitigado.