Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 25/05/2019
A série “The good doctor” lançada em 2017 relata a história de Shaun, jovem médico com autismo. Essa discorre o cotidiano de um hospital e o conflito do rapaz em exercer a cirurgia sob pressão de olhares intolerantes, ao lançar luz dessa trama com a realidade, a sociedade atua com o mesmo ato discriminatório na inclusão do autismo, que incide no preconceito pela falta empatia ao desconhecido. De fato, é a face de um descaso social.
Nessa perspectiva, a indiferença com esses indivíduos ocorre pela carência de informação na coletividade. De acordo com o jornal da USP, existe hoje um caso de autismo a cada 110 pessoas, sendo que possui difícil diagnóstico, isso ratifica quão comum é o transtorno e pouco transmitido para a sociedade por ser uma patologia em estudo, devido a isso o verbo “incluir” está se defasando, pois na prática ocorre a exclusão/rejeição dentro da inclusão, a busca pelo conhecer limita apenas no próprio interesse até o ser passar pela situação similar. Assim, enquanto o alheio for distante, a informação passa despercebida.
Na esfera dessa problemática, está o desinteresse das escolas em interagir e acolher esse grupo. Conforme o MEC, crianças e jovens autistas devem estar matriculados em ensino convencionais, junto com os outros estudantes, isso demonstra como é necessário integrar o autista no ensino regular para melhorar o desenvolvimento psicossocial, mas a realidade do ambiente escolar dificulta a socialização por ausência de preparo profissional, uma vez que não é apenas registrar o alugo e sim ter apoio estrutural e emocional, como pais retiram filhos do ensino e encaminham para Capsi por possuir um apoio amplo (G1). Ora, é um abandono na gestão estudantil.
Assim como a série julga as ações de bullying sobre o transtorno do espectro autista, desta mesma forma o desprezo urge no social. Contudo, é necessário que o meio midiático (televisão, instagram, rádio) divulgue orientações da patologia com o fito de gerar cidadania a todos, e também as escolas capacitar os professores para mitigar a intolerância em sala.