Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 31/05/2019
“O ser humano não teria alcançado a inclusão de pessoas com autismo no país se, repetidas vezes, não tivesse tentado obter os direitos dos autistas na sociedade do país”. Com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que a inclusão de determinados grupos da sociedade, mas também, posteriormente à quebra de paradigmas, é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de inserir um grupo marginalizado pelos integrantes dessa mesma sociedade.
Primeiramente, o dever de incluir os autistas na sociedade brasileira, de modo que inviabilize o autismo de ser descriminado pelos próprios brasileiros, está assegurado não só pelos Direitos Humanos, mas também pela Constituição do Brasil. Além disso, os pilares de uma república são deixados de lado a partir do momento em que os autistas não estão envolvidos na socialização no âmbito da cidadania, abrindo oportunidades para que a sociedade se torne, cada vez mais, excludente, haja vista que segundo OMS(Organização Mundial de Saúde), é necessário instituir a realização de projetos para o desenvolvimento da saúde e socialização de pessoas com autismo presentes no país.
Paradoxalmente, o Brasil, o qual é um país visto como acolhedor pelos demais países, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que é reconhecido mundialmente por suas políticas de inclusão social, deixa a desejar no que se refere à inclusão de autistas na sociedade brasileira para a realização dos direitos de cidadania concedidos às pessoas com autismo, tendo em vista que segundo o pediatra e neurologista infantil Clay Brites, a carência de informações a respeito do autismo é o principal desafio para a realização da inclusão de autistas na sociedade do país.
Os desafios da inclusão de pessoas com autismo na sociedade brasileira, portanto, devem ser alcançados com a iniciativa do Ministério da Educação em parceria com as escolas municipais, psicólogos, médicos especialistas e psicopedagogos de realizarem a implementação de projetos psicopedagógicos, por meio de palestras educacionais, além da propagação de folhetins relacionados ao assunto, para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade, tanto do corpo docente e discente quanto de toda população dos municípios, em relação aos direitos de inclusão concedidos às pessoas com autismo na sociedade, sendo que esses projetos seriam reimplementados anualmente, de modo que eles tornem uma prática cotidiana nas escolas brasileiras.