Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2019

Embora a incidência de autistas no Brasil seja elevada- mais de 2 milhões de pessoas segundo a estimativa da Organização Mundial da Saúde(OMS)-, a inclusão desses ainda é ineficaz no país. Isso acontece devido a dificuldade da sociedade em lidar com o diferente e ao preconceito. Por isso medidas enérgicas são necessárias para uma maior inclusão dos portadores desse transtorno.

De acordo com o escritor Erasmo de Rotterdam, em seu livro “Elogio da loucura’’, a sociedade tem dificuldade de conviver com o diferente, pois é preciso sair da ‘‘zona de conforto’’ para lidar com ele. Essa ideia vai ao encontro da dificuldade de inclusão dos autistas no Brasil, visto que estes necessitam de inúmeras mudanças, que vão desde as aulas nas escolas(com um ritmo e qualificação profissional diferentes do acostumado) ,até o comportamento individual de cada cidadão(o qual precisará mudar até o modo de conversar). Logo, é indubitável afirmar que parcela significativa da população não sai da ‘‘comodidade’’, ou seja, não se esforça para garantir as mudanças requeridas pelos autistas; consequentemente a inclusão destes é comprometida.

Outrossim, conforme preconizava o cientista Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que acabar com um preconceito. Contudo, assim como qualquer outra, a aversão ao autismo deve ser combatida, uma vez que prejulgamentos- ‘‘autista é incapaz de trabalhar, socializar e estudar’’- geram a discriminação desses portadores. Por isso, a existência de debates e campanhas de conscientização sobre o autismo são imprescindíveis para trazer mais informação, para sociedade brasileira, sobre esse assunto, evitando a discriminação desses portadores.

Diante disso, medidas que acabem com o preconceito são necessárias para que seja possível a participação dos autistas na vida em sociedade. Portanto, é dever do Ministério da Saúde atrelado às prefeituras municipais promoverem palestras e debates em todas as cidades, com a finalidade de trazer conhecimento sobre o autismo. Só assim a inclusão ocorrerá.