Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 31/05/2019

O diagnostico tardio e os processos necessários; a visão e abrangência mundial e um delei nas políticas públicas brasileiras. O processo de séculos dificultados com um acesso mínimo a setores diversos. Qual iniciativa prevista ainda não foi realmente tomada?

Qualquer “doença” com diagnostico tardio pode remeter a morte, como câncer no pulmão, onde depois que se alastra tem menos chance de cura do que um que acabou de começar e que já mantém um acompanhamento contínuo tendo uma menor evolução no desenvolvimento da doença e um crescimento da vitória do mesmo na vida de alguém.

Em 1993 o transtorno do espectro autista foi incluído como uma doença na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, porém apenas em 2007 a ONU teve seu  olhar voltado para a doença e a falta de compreensão da mesma elegendo o dia 02 de abril como o dia Mundial de sensibilização do autismo com intuito de promover maior compreensão para o mesmo, como dito por Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas, em 02 de abril de 2009. Onde a ideia da informação e dos procedimentos tiveram uma demora exorbitante para chegar ao Brasil, tendo apenas em 2012 a inclusão de uma lei para os problemas e preconceitos vividos por pessoas, sendo elas crianças, adultos ou idosos, do transtorno, que mesmo de forma tardia tomou forma em seu processo de construção por direitos e deveres que quem cerca, convive e tem afeto por essas pessoas.

A demora pelo acesso e conhecimento da doença está nítida nos registros e na sociedade, porém a luta que deveria ter sido sanada e agora apenas editada continua sofrendo com dificuldades em setores diversos sendo eles públicos ou privados, além de preconceitos. Tudo devido a falta de conhecimento de muitos a respeito do tema e do como proceder diante de um autista.

Portanto, incluir no calendário uma data para que a doença seja lembrada e adicionar propagandas sobre a conscientização é válido, mas não tanto quanto se o processo fosse contínuo, pois como diria o ditado paradoxal popular, o que não se é visto não se é lembrado, levando ao desencadeamento de outros fatores prejudiciais ao desenvolvimento humano, social e econômico de um autista, tendo em vista que o mesmo pertence a uma sociedade e mesmo com dificuldade está rotineiramente tendo acessoa a ela. Com frequência devemos ter acesso a eles também.