Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 26/05/2019
No Brasil, os desafios em torno da inclusão de pessoas com autismo revelam-se como um problema de caráter sócio-educativo que afeta continuamente essa parcela da população. A evidência disso está, sobretudo, na ausência de visibilidade social de tais cidadãos, bem como na falta de qualificação dos profissionais da educação. Tal cenário configura um grave problema social que deve ser solucionado.
A princípio, infere-se que a exclusão social passou a ser considerada um dos principais impasses para indivíduos com autismo. Com isso, os problemas relacionados a ausência de informações quanto à síndrome, somado a aversão do desconhecido ,e, consequentemente, a discriminação, representam as dificuldades para o sucesso do processo de inclusão dessas pessoas no âmbito social. Tal fato é exemplificado por dados da USP - Universidade de São Paulo, que o autismo, somente em 1993, foi inserido na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, o que estimulou a falta de conhecimento sobre o transtorno. Logo, é importante ressaltar a necessidade de mais ações destinadas à visibilidade de tais indivíduos no corpo social.
Paralelamente, é fundamental destacar o papel da educação no combate à essa temática, já que, assim como preconizado pelo educador Paulo Freire, se a educação não pode transformar uma sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. No entanto, é notório a falta de qualificação técnica dos profissionais da educação no que tange o auxílio no processo de socialização de tais cidadãos. Sob essa ótica, a partir de uma educação qualificada, que promova o desenvolvimento de habilidades desses indivíduos, se faz factível minimizar as dificuldades em torno da inclusão desses indivíduos.
Portanto, torna-se evidente a necessidade de superar o problema. Para tanto, o Ministério da Educação deve realizar campanhas informativas sobre a doença, por meio de palestras ministradas por médicos e psicólogos, tendo em vista transferir conhecimentos sobre a síndrome, a fim de quebrar barreiras de ignorância e preconceito existente. Cabe-lhe, ainda, implementar mecanismos de qualificação para profissionais da educação, por intermédio de treinamentos específicos e orientações acerca de como atuar, objetivando o desenvolvimento de tais docentes, e, também, minimizar as dificuldades de inclusão social desses. Dessa forma, indubitavelmente, esses impasses serão elucidados.