Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/06/2019
O Transtorno do Espectro Autista, que engloba o autismo e a Síndrome de Asperger - forma mais branda do autismo -, tem como característica o comprometimento das habilidades de comunicação e interação social, visível nos primeiros anos de vida da pessoa. A falta de estrutura nas redes públicas para a integração desses indivíduos, tais como as políticas de saúde e as escolas, resultam na sua exclusão na sociedade.
Primeiramente, é importante salientar que é dever do Estado em assegurar que todos os cidadãos sejam iguais perante a lei, como descrito no Artigo 5° da Constituição Federal. No entanto, as falhas no diagnóstico dos autistas, provocado pela negligência e despreparação dos profissionais para lidar com o transtorno, geram a diagnose tardia que prejudica a maneira como devem ser socializados.
Ademais, a lei de inclusão e proteção de pessoas no espectro só foi sancionada em 2012 pela ex-presidenta Dilma Rousseff. O reflexo disso é a escassez de escolas e profissionais capacitados para dar o suporte necessário a essas crianças em relação às suas dificuldades de socialização, sintoma mais recorrente em pessoas com autismo.
Em virtude dos fatos mencionados, fica evidente o motivo das falhas na inclusão de autistas no Brasil. Como observado nos parágrafos acima, é imperativo, por parte do Ministério dos Direitos Humanos, políticas que visam à integração de pessoas autistas no Brasil, tais como ferramentas de ensino diferenciados e qualificação dos professores para lidarem com essas crianças de forma adequada. Ainda cabe o papel do Ministério da Educação na promoção de debates e palestras nas escolas para que haja uma inclusão vinda dos demais alunos. Tais medidas postas em prática visam que essa problemática seja cada vez menos recorrente no Brasil.