Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2019

O autismo é um transtorno de desenvolvimento grave que prejudica a capacidade de se comunicar e interagir. Cerca de 2 milhões de brasileiros possuem essa síndrome, apesar do grande número de incidências, pouco se sabe sobre esse transtorno. Só em dezembro de 2012 foi aprovada uma lei exclusiva em prol dos autistas, e mesmo assim, cotidianamente esses indivíduos enfrentam grandes dificuldades, principalmente ao tentarem a inclusão na sociedade. O preconceito devido a falta de informações e a ausência de apoio das instituições públicas, apenas corroboram para a exclusão das pessoas autistas no convívio social.

Primordialmente, temos a falta de informação como uns dos pilares do preconceito contra a população autista na sociedade. Eles são classificados como incapazes, agressivos, ou até mesmo são comparados com pessoas que possuem retados mentais, assim, é criado um estigma sobre os autistas. O filósofo francês Voltaire afirma:’’ O preconceito é opinião sem conhecimento’’, logo, a sociedade precisa compreender o autismo para não agir de modo preconceituoso.

Outrossim, a ausência de apoio das instituições públicas também impedem a integração de pessoas autistas no convívio social. É direito dado por lei, apoio multidisciplinar aos portadores de autismo nos núcleos de inclusão da sociedade, por exemplo, nas escolas. É importante ter uma equipe de médicos e psicólogos envolvidos na socialização das crianças autistas no ambiente escolar, para dar o auxílio devido a elas e a escola. Porém, como as unidades públicas não possuem todos os profissionais necessários, incluir os autistas na sociedade sem assistência se torna uma tarefa árdua.

Logo, para combater a exclusão de pessoas autistas no Brasil, o Ministério da educação junto a ONGs especializadas devem promover campanhas e programações de cunho informativo sobre o autismo, com a finalidade de familiarizar a sociedade sobre esse transtorno, cessando assim o preconceito. Ademais, o Governo deve investir em profissionais especializados para trabalhar em conjunto na vida social da pessoa com o transtorno do espectro autista; e acionar os órgãos governamentais para fiscalizarem a lei Berenice Piana, assegurando todos os direitos reservados a esses cidadãos.