Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 23/05/2019

“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” Essa célebre citação proferida pelo cientista Albert Einstein faz alusão à carência de inclusão social para com portadores do autismo. Tal realidade transfigura um cenário caótico e transmuta a primitividade e reificação humana, uma vez que prioriza a condição individual à essência do ser. Dessa forma, torna-se fulcral analisar o preconceito e seus danos irreparáveis.

De início, é indispensável pautar o julgamento antecipado para com os portadores de necessidades socioeducativas. Tal prenoção acarreta a falta de oportunidades, bem como no mercado de trabalho, tão presente na contemporaneidade. Prova disso é a série Atypical, a qual retrata o cotidiano de um jovem autista, aclamado Sam, e preconiza as adversidades sociais por ele enfrentadas, tal como a complexidade em estabelecer laços afetivos. Sendo assim, a luta pela equidade torna-se evidente e necessária.

Além disso, a escassez de métodos inclusivos e a falta de compreensão sobre tal transtorno integram um cenário degradante e evidenciam a regressão contínua de convicções. Prova disso é o pensamento do filósofo Voltaire, o qual preconiza o preconceito de maneira análoga a uma opinião sem conhecimento. Desse modo, a ruptura com crenças de repulsão torna-se crucial.

Infere-se, portanto, a permutação da perspectiva presente sobre a conjuntura intolerante hodierna. Assim, urge ao Estado através da aplicabilidade de medidas públicas, a disseminação de palestras sobre o autismo e a contratação de profissionais especializados, com o fito de estimular a reflexão, e consequentemente, promover a harmonia social. Além disso, cabe a imprensa socialmente engajada, por intermédio da difusão de propagandas e novelas com personagens autistas, a quebra de preceitos errôneos a fim de consolidar uma sociedade isenta das amarras do preconceito. Dessa forma, a situação acerca da problemática reverter-se-á.