Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/06/2019
Na obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, Machado de Assis retrata a discriminação de pessoas com deficiência, cujo personagem principal é apaixonado uma mulher “coxa”, mas deixa de se casar com ela por sua deficiência. Na atualidade, é muito comum que pessoas com autismo também sofram exclusão social. Assim, é evidente que os desafios da inclusão de pessoas autistas são acarretados pela desinformação, preconceito e falta de profissionais qualificados para lidar com o transtorno.
Em primeira análise, é notório que a falta de informação dos indivíduos encontra terra fértil na propagação da problemática. Em vista dessa alienação, tudo aquilo que é estranho causa medo e estranhamento, dessa forma, tem-se como consequência, a dificuldade de inserir essas pessoas na sociedade, uma vez que a falta de informação leva ao preconceito e à discriminação. Ademais, a tardança em incluir o autismo na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde corroborou para a escassez de conhecimento sobre a síndrome.
Além disso, a falta de capacidade técnica de profissionais nas escolas semeia mais um dos entraves para a educação e socialização das crianças autistas. Conforme Aristóteles, o homem é um ser social e a vida em sociedade é essencial para a sua realização pessoal e busca pela felicidade. Nessa perspectiva, a qualidade na inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista é essencial para que seja possível o desenvolvimento desses indivíduos, dessa maneira, minimizando os efeitos da doença, formando-os adultos sociáveis e inseridos no corpo social.
Diante dos fatos acima supracitados, é necessário que o Estado, por meio do Ministério da Educação desenvolva mecanismos de qualificação dos profissionais de educação, com treinamentos e orientações sobre como lidar com alunos com esse transtorno, objetivando o desenvolvimento e bom convívio em sociedade. Ademais, o ministério deve também promover campanhas e palestras que instruam a população acerca da síndrome, a fim de minimizar o preconceito e discriminação.