Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 23/05/2019

A partir de 2012 entrou em vigor, no Brasil, uma lei que inclui os portadores de autismo no grupo de deficientes. Nesse contexto, tal progresso foi importante para a conquista de alguns direitos, como a inclusão social, no que tange o acesso à educação. Entretanto, mesmo diante de tais conquistas, ainda é notório o impasse para que ocorra a integração de tal grupo na escola primária e, posteriormente, no mercado de trabalho.

A priori, as habilidades sociais possuem uma relação direta com o nível de desenvolvimento da linguagem, habilidade importante para o estabelecimento da comunicação. Todavia, indivíduos portadores de transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentam determinados graus de dificuldade no desenvolvimento dessa habilidade, o que acarreta desafios no convívio social. Sob tal perspectiva, o acesso à educação de qualidade, ainda na infância, é de suma importância para criar tais competências corporais e cognitivas, pois é nessa etapa da evolução humana que os neurônios possuem grande capacidade formar novas conexões, que é importante no domínio da linguagem. Sendo assim, é necessário que a educação ofereça aparatos  para o desenvolvimento  de tal parcela social.

Em contrapartida, a Educação pública, no Brasil, muitas vezes não proporciona possibilidades inclusivas para indivíduos com TEA. Diante disso, nem sempre os educadores possuem capacitação para auxiliá-los no processo de aprendizagem, pois apresentam necessidades diferentes dos demais alunos, o que dificulta a sua evolução e integração com o ambiente escolar. Logo, tal âmbito pode não ser efetivo no desenvolvimento de habilidades básicas, como a expressão verbal, importante para a inserção no mercado de trabalho.

A partir do que foi supracitado, um dos principais desafios para a inclusão de pessoas com TEA, no Brasil, parte de deficiências na educação. Dessa maneira, o Ministério da Educação deveria promover cursos, em plataformas online, de capacitação, para professores do ensino regular. Assim, eles se tornariam mais aptos na promoção da educação inclusiva.