Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/06/2019
A série “Atypical” conta a vida de Sam, um garoto autista de 18 anos que quer ter uma vida social equilibrada e independência familiar. Apesar disso, ele precisa aprender a lidar com a manifestação da síndrome, que o impede de ter relacionamentos. Análogo ao seriado são as vidas de vários indivíduos portadores do transtorno. Em virtude disso, deve-se cogitar sobre os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, o que se deve a fatores como desconhecimento populacional sobre o tema e preconceito social.
Em primeiro lugar, o autismo é caracterizado por um conjunto de fatores que causam problemas no desenvolvimento da linguagem, na comunicação, na interação e comportamento do portador. Atualmente, estima-se que cerca de 70 milhões de pessoas no mundo possuem a doença, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). No entanto, a falta de conhecimento do assunto por parte da população faz com que os portadores da síndrome sejam tratados com indiferenças e excluídos do ambiente que pertencem. Exemplo disso é a dificuldade de inclusão de alunos com autismo nas escolas, em que o despreparo dessas pode contribuir para manifestações de retração e estranhamento de todo meio acadêmico.
Além do mais, a sociedade em sua construção desenvolveu um pensamento repulsivo para com aqueles que possuem qualquer tipo de diferença, seja ela física ou mental. Essa postura social se apresenta de forma preconceituosa e feri o direito de cidadania. Segundo o filósofo Jean J. Rosseau, o estado democrático deve garantir igualdade a todos. No entanto, o panorama atual revela o contrário do pensamento de Rosseau pois, apesar de existirem leis que configuram esses direitos, a sociedade ignora. Dessa forma, torna-se evidente as dificuldades que se tem para a inserção social desses indivíduos.
Infere-se, portanto, que a inclusão de autistas na sociedade possui dificuldades e é um problema que deve ser combatido. Para isso, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, deve criar programas como “ Conhecendo o Autismo”, o qual apresenta como proposta, para as escolas e comunidades, uma compreensão acerca do assunto, devendo-o ser apresentado por meio de palestras e cartilhas informativas. Aliado a isso, é preciso que emissores de televisão trabalhem o tema em novelas e/ou programas, em que seja apresentado, para toda comunidade, os devidos esclarecimentos sobre o tema e assim quebrar o preconceito que o cerca.