Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/06/2019
O Dia Mundial do Autismo é celebrado anualmente em dois de abril, sendo criado pela Organização das Nações Unidas para a conscientização acerca do tema. No entanto, apesar dessas medidas para a inclusão dos indivíduos no Espectro Autista, ainda existe inúmeras barreiras a serem minimizadas. Assim, faz-se pertinente debater sobre a importância do diagnóstico precoce, já que possibilita melhor desenvolvimento e os equívocos advindos dos estereótipos impostos aos autistas.
Em primeiro lugar, é importante destacar como um adequado diagnóstico influência na forma de vida dos autistas, pois o espectro possui distintos graus, sendo desde o mais brando ao mais severo, já que cada estágio compreende uma determinada característica, podendo ser desde uma baixa interatividade comunicativa á irritabilidade, agressividade e hiperatividade. Nesse sentido, a antecipada identificação da deficiência acarreta progressos satisfatórios, porém, de acordo com a neurologista Carla Burber, o diagnóstico no Brasil em geral é feito tardiamente devido ao déficit no reconhecimento dos sintomas. Com isso, o autista é diretamente afetado, pois o transtorno pode agravar-se, consequentemente, afeta com maior intensidade a capacidade de interagir e comunicar-se.
Por consequinte, precencia-se a excludência dessas pessoas em diversas esferas da sociedade como no âmbito escolar e ambiente de trabalho. Em um episódio da série televisiva The Good Doctor, por exemplo, a eficiência do jovem médico Shaun Murphy é coloca em contestação, visto que está no espectro, porém o recém-formado mostra suas capacidades de diagnósticos que vão além de seus colegas. Paralelamente a isso, nota-se o “pré-conceito” estabelecido, pois a deficiência é vinculada a incapacidade de exercer qualquer função. Dessa forma, os autistas não conseguem exercer seu pleno direito como cidadão.
Infere-se, portanto, que o Estado tome medidas para amenizar o quadro atual. Para aumentar a eficiência do diagnóstico médico, urge que o Ministério da Educação e Cultura crie por meio de verbas governamentais, um curso específico na grade curricular da Academia de Medicina sobre o Espectro Autista. Além disso, para a conscientização da população brasileira, o Ministério da Saúde por meio dos veículos comunicativos campanhas educativas, viabilizando a igualdade entre os indivíduos e a inserção dos autista na sociedade. Dessa forma os desafios de inserção dessas pessoas são mitigados.