Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/06/2019

Em 2012 foi aprovada a lei 12764 que institui a política nacional de proteção dos direitos da pessoa com transtorno do espectro autista. Essa validação, deixa explícito que o poder legislativo se faz eficiente, pois apresenta soluções necessárias para enfrentar a exclusão social de autistas. Entretanto, é de suma importância relatar que ainda existem grandes desafios para a inserção desse grupo, seja pela falta de inclusão nas políticas públicas ou pela falta de informação populacional, desse modo, é notório que o estado como defensor do bem comum deve criar alternativas em prol de lidar com essa problemática.

Em primeiro lugar, nota-se a negligência governamental em criar políticas públicas voltadas para a introdução de portadores do autismo. Visto que, a sociedade e o ambiente público não estão adaptados para convivência com esse grupo, pois como se sabe, o espaço social contribui com o surgimento do preconceito que é uma grande intempérie para o combate dessa exclusão, como por exemplo, o espaço escolar, que se não adaptado pode contribuir com agravamento desses distúrbios. No entanto, essas deficiências compravam que o estado não se mostra eficaz, necessitando de mudanças nas políticas sociais.

Além disso, observa-se que a sociedade brasileira não possui conhecimento adequado para contribuição da inclusão de autistas. Como se sabe, o preconceito discriminativo atrapalha no desenvolvimento pessoal de portadores do transtorno e se caracteriza como uma violação do direito humano, entretanto, parte significativa na população, por falta de conhecimento não tem ciência das conseqüências dos seus atos. Contudo, cabe ao Poder Executivo o dever de informar a nação brasileira sobre essa grande mazela.

Em decorrência disso, cabe ao Governo Federal, juntamente com apoio da mídia a tarefa de reverter esse cenário. O executivo, por sua vez, deve, através do recolhimento de impostos investir em políticas públicas voltadas para melhorias no cotidiano de autistas, como por exemplo, o fornecimento de tratamentos especiais, além de escolas e universidades adaptadas para a inclusão de portadores, pois segundo o filósofo Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Ademais, cabe a mídia fornecer apoio ao estado no processo de conscientização da população, criando anúncios informativos sobre a doença, com intuito de conscientizar sobre a importância social no tratamento da doença e erradicar preconceitos existentes.