Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 24/05/2019

Escrita pelo filósofo Thomas Morus, a obra “Utopia” define a sociedade como lícita, coesa e equitativa. Distante desse ideal, o Brasil ainda enfrenta diversos desafios na inclusão de pessoas com autismo. Dentro desse contexto, há dois fatores que devem ser levados em consideração: o preconceito e desconhecimento da sociedade e à falta de profissionais especializados.

Primordialmente, foi apenas em 1933 que a síndrome foi inserida à Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde. Logo, a demora da inclusão do autismo na sociedade se dá pelo pouco conhecimento sobre essa questão. Além disso, vale ressaltar que a sociedade contribuiu/contribui efetivamente na discriminação e preconceito, distanciando os deficientes cada vez mais dos setores de inclusão social, acreditando serem incapazes de realizar simples tarefas.

Ainda convém lembrar que indivíduos com autismo enfrentam problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação e interação social, sendo indispensável o auxílio de especialistas. De acordo com LEI Nº 12.764, é direito do autista à participação na sociedade e atenção integral às necessidades de saúde.  Mas, à falta de profissionais capacitados e investimentos do governo, tem dificultado a descoberta do diagnóstico e o acesso dos autistas em escolas, universidades e áreas de trabalho.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados, urge que o governo junto com o Ministério de Saúde elabore políticas de saúde pública, para o tratamento e diagnóstico de pessoas com autismo. Além disso, é necessário realizar campanhas e debates, por meio da mídia, para a conscientização da sociedade sobre o autismo e, com isso, permitir a inclusão social e o direito de cidadania. Afinal, como defende Platão, filósofo grego, “Quando se vive em uma República, tudo é responsabilidade de todos: problemas e soluções.”