Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/06/2019

Segundo o filósofo alemão Habermas, incluir não é só trazer para perto mas também respeitar e crescer junto com o outro. Nesse sentido, a exclusão que os autistas enfrentam atualmente na sociedade brasileira - reflexos com raízes históricas passadas - não fere só o pensamento de Habermas mas também a Constituição Federal Brasileira e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Primeiramente, o autismo foi incluído à Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde apenas em 1933, segundo a USP (Universidade de São Paulo). Em virtude de tal fato, pouco se sabe sobre a doença e ainda não há exames ou diagnósticos rápidos e precisos, o que dificulta o progresso no tratamento da síndrome.

Ademais, segundo a Revista Autista o autismo é mais comum que o câncer; AIDS e diabetes, atingindo dois milhões de brasileiros. De acordo com a Constituição de 1988, todos os cidadãos possuem os mesmos direitos e deveres e portanto, são iguais perante à lei. Dessa forma, os portadores da síndrome devem ser tratados com igualdade e todas as suas necessidades especiais devem ser atendidas pelos meios públicos e pela sociedade.

Destarte, para que não haja empecilhos na inclusão dos autistas na âmbito social, o Governo Federal deve, na figura do Ministério da Educação, financiar faculdades e institutos em suas pesquisas sobre a doença, para que haja progresso no tratamento da mesma. Além disso o mesmo órgão, deve promover palestras - em escolas - que incentive as crianças a incluir e ajudar os autistas em suas dificuldades e também, propiciar melhor atendimento de apoio - como por exemplo: melhores acessos a profissionais e disponibilização de medicamentos - visando principalmente o bem-estar e a defesa dos direitos dos portadores da síndrome.