Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2019

O autismo é uma doença sem cura que afeta cerca de 1% da população mundial e causa problemas na comunicação, capacidade de aprendizado e adaptação do indivíduo, segundo informações da organização das nações unidas. Em vista disso, é de suma importância que os primeiros sintomas sejam identificados logo no começo, para que seja possível amenizar os obstáculos na inclusão que essa parcela da sociedade apresenta. Todavia, no Brasil há grandes dificuldades para garantir aos autistas a inserção social que eles merecem, devido a falta de incentivo por parte das empresas privadas e à falta de preparo de alguns professores.

Em primeiro plano, verifica-se a questão da mentalidade retrógrada apresentada por parte das empresas privadas, que agem como se as pessoas com autismo fossem incapazes de trabalhar. Conforme Sócrates: O homem para ser completo tem que estudar, trabalhar e lutar. Deste modo, é necessário que todos tenham a oportunidade de obter um emprego digno - inclusive os autistas - para que não se sintam excluídos da sociedade.

Concomitantemente a essa questão do emprego, se tem a dimensão escolar e a falta de preparo de alguns professores, em garantir a inclusão da criança com autismo na sala de aula. De acordo com o filósofo Habermas, incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer junto com o outro. Desta forma, percebe-se a necessidade de um auxílio especial para essas crianças, para que elas não sejam apenas inseridas no ambiente escolar, mas também consigam crescer juntas com as demais.

Portante, para que os desafios de inclusão dos autistas sejam reduzidos, é necessário que as empresas privadas, criem vagas para pessoas com autismo por meio de cotas - de cada 3 vagas disponíveis 1 deve ser ocupada por eles - para que seja propiciado a inclusão do indivíduo autista no mercado de trabalho. Em adição, é preciso que o Ministério da educação, promova cursos de aprimoramento para os professores, por meio de oficinas de especialização à noite - horário livre para a maioria dos profissionais - de maneira a garantir que os docentes saibam dar a atenção que a criança com autismo precisa e merece.