Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 31/05/2019
Nas Antigas Civilizações, mais precisamente, na Grécia Antiga, surgiu o princípio da isonomia, proposto pelo reformador Clístenes, o qual afirmava a igualdade de todos perante à lei. No entanto, observa-se, na contemporaneidade, que uma parcela social tem desafios para a inclusão, no Brasil. Desse modo, acredita-se que o pouco conhecimento sobre o autismo junto com as barreiras impostas pela sociedade sejam motivos causadores do entrave.
Sob um primeiro olhar, é possível afirmar que a mazela ainda é pouco conhecida pela comunidade científica e pela população. Nesse âmbito, pretende-se justificar a tese a partir da divulgação recente da OMS - Organização Mundial da Saúde - da síndrome no Código Internacional de Doenças, há um pouco mais de 25 anos. Outrossim, somado a esse aspecto, o diagnóstico da doença ainda é incerto, uma vez que pode ser definida sem muitos precedentes, ou seja, sem muitas justificativas, em virtude de pouco se saber sobre a questão, também segundo a OMS, o que gera dificuldades nesse cenário.
Sob outro ângulo analítico, é possível trazer à baila a ingerência dos elementos sociais sobre o tema. Nesse particular, remetendo-se ao histórico das síndromes mentais e comportamentais, no contexto de atuação do médico psiquiatra Philippe Pinel, no século XVIII, os doentes mentais eram afastados dos que tinham ‘‘sanidade’’, com o fim de manter a ordem social. Diante do exposto, é notório que, ainda na comunidade hodierna, existe tão tipo de diferenciação, tornando urgente uma mudança nesse quadro. Logo, deve-se utilizar como exemplo o jogador de futebol Lionel Messi que, apesar de ser autista, já foi eleito como melhor jogador do mundo cinco vezes, o que nos mostra a importância de incluir essas pessoas no espaço social.
Faz-se necessário, portanto, a adoção de medidas para suavizar os impasses. Destarte, cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Saúde, realizar investimentos nas áreas de pesquisas sobre a síndrome, com o fito de abranger o conhecimento sobre a doença e melhorar o panorama atual dessa situação. Ademais, é fulcral que a Secretaria de Direitos Humanos, com auxílio de ONG´s - Organizações não Governamentais -, realize conferências nos municípios sobre a temática, usando exemplos como o de Messi, com a finalidade de diminuir as barreiras persistentes na sociedade e sensibilizar as pessoas sobre a questão. Assim, doravante, após a execução dessas ações, será possível uma maior e melhor inclusão das pessoas com autismo no Brasil.