Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 21/05/2019

No livro ´´Eu falo sim´´ conta uma história que se passa na sala de aula, onde as crianças aprendem junta uma nova maneira de se comunicar e conviver com o coleguinha que tem um comportamento diferente. Porém, na contemporaneidade tal aprendizado não faz parte da realidade de muitas escolas, visto que, muitos indivíduos com transtornos psiquiátricos passam por dificuldades diárias ao se ingressarem na escola. Isso ocorre, porque na maioria das instituições de ensino não tem profissionais especialistas em autismo, além desse problema, muitos pessoas não tem conhecimento sobre a doença e esse desconhecimento leva ao preconceito.

Em primeiro plano, a falta de profissionais habilitados nas escolas é um obstáculo para a educação e socialização das crianças autistas. Apesar de ser um direito garantido por lei, o primeiro desafio dos pais é encontrar uma escola que tenha abertura e disponibilidade necessária para lidar individualmente com as dificuldades que os estudantes com autismo possam apresentar. Nesse aspecto, nota-se a necessidade da preparação das instituições para receberem esses alunos e assim garantir seu desenvolvimento mental e torná-los adultos sociáveis.

Além da questão do despreparo das escolas, a falta de informação pode ser um impasse na inclusão e no desenvolvimento dos cidadãos autistas. Muitas pessoas acreditam que o autismo representa uma espécie de condenação sem volta e que o diagnóstico significa uma vida sem oportunidades, esse tipo de desinformação e mito alimenta o preconceito. Portanto, é preciso criar mecanismos que objetivem a informação no corpo social, para combater o preconceito e possibilitar a inclusão desses indivíduos.

Entende-se, portanto, que a exclusão de pessoas do âmbito social, deriva do despreparo das escolas com seus funcionários e do desconhecimento da população sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A fim de atenuar o problema, é necessário que os colégios tenham em seu quadro de funcionários profissionais qualificados, devem-se contratar especialistas em autismo para acompanhar individualmente cada aluno dentro e fora da sala de aula, Além disso, as escolas devem proporcionar palestras de conscientização sobre a TEA. Desse modo espera-se desconstruir o preconceito gerado pelo desconhecimento do autismo e incluí-los no âmbito social.