Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 14/05/2019
Sob a ótica filosófica de São Tomás de Aquino, todos os sujeitos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além das mesmas obrigações e direitos. No entanto, percebe-se que, no Brasil, os autistas compõem um grupo profundamente desfavorecido referente ao processo de inclusão social, uma vez que o país enfrenta uma série de desafios para atender a essa demanda. Nesse conjuntura, torna-se evidente a insuficiência de estrutura especializada no acompanhamento desse público, bem como a compreensão modificada da função social deste.
O filósofo Aristóteles afirma que devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida da sua desigualdade. Nessa lógica, é notável que o poder público não pensa assim. Em consequência disso, não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, uma vez que não proporciona aos autistas o acesso à inclusão, como uma educação de qualidade, o que caracteriza um desrespeito imenso a esse público. A condição de vulnerabilidade à qual são submetidos as pessoas com autismo é percebida no déficit deixado pelo sistema educacional vigente no país, que revela o despreparo da rede de ensino no que afeta à inclusão dessa camada, de modo a causar bloqueios à formação desses indivíduos e também, sua inserção no mercado de trabalho.
Ademais, o preconceito da sociedade ainda é um grande impasse à permanência dos deficientes auditivos nas escolas. Porém, essa forma de preconceito não é algo recente na história da humanidade: ainda na Grécia Antiga, crianças deficientes eram sentenciadas à morte, sendo jogadas de penhascos. O preconceito ao autista, no entanto, reflete na sociedade atual, de encontro com a visão imediata e líquida da modernidade, que considera inútil pessoas que, aparentemente são menos capacitadas, tendo pouca serventia à comunidade, como é caso desse grupo. Os autistas, desse modo, são muitas vezes vistos como pessoas de menor inteligência, sendo excluídos pelos demais, o que dificulta a eles, não somente o acesso à educação, mas também à posterior entrada no mercado de trabalho.
Logo, é necessário que o MEC, em parceria com instituições de apoio ao autista, proporcione a este maiores chances de se inserir no mercado, mediante a implementação do suporte adequado para a formação escolar desse indivíduo, com profissionais especializados em atende-lo, a fim de gerar maior igualdade na qualificação e na disputa por emprego. É imprescindível, ainda, que a mídia contribua para eliminar o esteriótipo sobre essa camada, com propagandas e novelas, com propósito educativo. Por fim, as famílias desses deficientes exijam do poder público a concretude dos princípios constitucionais de proteção a esse grupo, por meio do aprofundamento no conhecimento das leis que protegem essa camada.
Logo, é necessário que o MEC, em parceria com instituições de apoio ao autista, proporcione a este maiores chances de se inserir no mercado, mediante a implementação do suporte adequado para a formação escolar desse indivíduo, com profissionais especializados em atende-lo, a fim de gerar maior igualdade na qualificação e na disputa por emprego. É imprescindível, ainda, que a mídia contribua para eliminar o esteriótipo sobre essa camada, com propagandas e novelas, com propósito educativo. Por fim, as famílias desses deficientes exijam do poder público a concretude dos princípios constitucionais de proteção a esse grupo, por meio do aprofundamento no conhecimento das leis que protegem essa camada.